domingo, 14 de setembro de 2014

CARDÁPIO SAUDÁVEL

Comidas:

+ Peixe;
+ Verduras;
+ Legumes;
+ Carne de frango;
+ Ovo cozido;
+ Grãos ;
+ Azeite;
+ Frutas ;
+ Cereais;
                                                                                             
Bebidas:

+Leite;
+Vitaminas;
+Água de coco;
+Água;
+Chá de folhas;
+Shake; 
+Suco com polpa de fruta;

Sobremesas:

+ Iogurte natural
+ Gelatina Light
+ Salada de fruta
+ Barra de cereal
+ Mousse de limão 
+ Mousse de maracujá

O que é Fábula?

Fábula é uma composição literária em que os personagens são geralmente animais, forças da natureza ou objetos, que apresentam características humanas, tais como a fala, os costumes, etc. Estas histórias são geralmente feitas para crianças e terminam com um ensinamento moral de caráter instrutivo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Paulo Freire

Paulo Reglus Neves Freire foi um educadorpedagogista e filósofobrasileiro. É Patrono da Educação Brasileira.
Paulo Freire é considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial,1 tendo influenciado o movimento chamadopedagogia crítica.
A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária, tecnicista e alienante: o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação daconsciência política.
Autor de Pedagogia do Oprimido, livro que propõe um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático.
Em 13 de abril de 2012 foi sancionada a lei 12.612 que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.2
Foi o brasileiro mais homenageado da história: ganhou 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades como HarvardCambridge e Oxford.
                   

Negócio de menino e menina

O menino, de uns dez anos, pés no chão, vinha andando pela estrada de terra da fazenda com a gaiola na mão. Sol forte de uma hora da tarde. A menina de uns nove anos ia de carro com o pai, novo dono da fazenda. Gente de São Paulo. Ela viu o passarinho na gaiola e pediu ao pai:
_ Olha que lindo! Compra pra mim?
O homem parou o carro e chamou:
_ Ô menino.
O menino voltou, chegou perto, carinha boa. Parou do lado da janela da menina. O homem:
_ Este passarinho é pra vender?
_ Não senhor.
O pai olhou para a filha com uma cara de deixa pra lá.
A filha pediu suave como se o pai tudo pudesse:
_ Fala pra ele vender.
O pai, mais para atendê-la, apenas intermediário:
_Quanto você quer pelo passarinho?
_ Não tou vendendo não senhor.
A menina ficou decepcionada e segredou:
_ Ah, pai, compra.
Ela não considerava, ou não aprendera ainda, que negócio só se faz quando existe um vendedor e um comprador. No caso, faltava o vendedor.
Mas o pai era um homem de negócios, águia da Bolsa, acostumado a encorajar os mais hesitantes ou a virar a cabeça dos mais recalcitrantes:
_ Dou dez mil.
_ Não senhor.
_ Vinte mil.
_Vendo não.
O homem meteu a mão no bolso, tirou o dinheiro, mostrou três notas, irritado.
_ Trinta mil.
_ Não tou vendendo, não, senhor.
O homem resmungou “que menino chato” e falou pra filha:
_ Ela não quer vender. Paciência.
A filha, baixinho, indiferente às impossibilidades da transação:
_ Mas eu queria. Olha que bonitinho.
O homem olhou a menina, a gaiola, a roupa encardida do menino, com um rasgo na mangam o rosto vermelho de sol.
_ Deixa comigo.
Levantou-se, deu meia volta, foi até lá. A menina procurava intimidade com o passarinho, dedinho nas grestas da gaiola. O homem, maneiro, estudando o adversário:
_ Qual é o nome deste passarinho?
_ Ainda não botei nome nele, não. Peguei ele agora.
O homem, quase impaciente:
_ Não perguntei se ele é batizado não, menino. É pintassilgo, é sábia, é o quê?
_ Aaaah. É bico-de-lacre.
A menina, pela primeira vez, falou com o menino:
_ Ele vai crescer?
O menino parou os olhos pretos nos olhos azuis.
_ Cresce nada. Ele é assim mesmo, pequenininho.
O homem:
_Canta?
_Canta nada. Só faz chiar assim.
_ Passarinho besta, hein?
_ É. Não presta pra nada. É só bonito.
_ Você Pegou ele dentro da fazenda?
_ É. Aí no mato.
_ Essa fazenda é minha. Tudo que tem nela é meu.
O Menino segurou com mais força a alça da gaiola, ajudou com a outra mão nas grades. O homem achou que estava na hora e falou já botando a mão na gaiola, dinheiro na outra mão.
_ Dou quarenta mil! Toma aqui.
_Não senhor, muito obrigado.
O Homem, meio mandão:
_Vende isso logo, menino. Não ta vendo que é pra menina?
_Não, não tou vendendo não.
_ Cinqüenta mil! Toma! _ e puxou a gaiola.
Com cinqüenta mil se comprava um saco de feijão, ou dois pares de sapatos, ou uma bicicleta velha.
O menino resistiu, segurando a gaiola, voz trêmula.
_Quero não senhor. Tou vendendo não.
_ Não vende por quê, hein? Por quê?
O menino acuado, tentado explicar:
_ É que eu demorei a manhã todinha pra pegar ele e tou com fome e com sede, e queria ter ele mais um pouquinho. Mostrar pra mamãe.
O homem voltou para o carro, nervoso. Bateu a porta, culpando a filha pelo aborrecimento.
O menino chegou pertinho da menina e falou baixo, para só ela ouvir:
_ Amanhã eu dou ele pra você.Ela sorriu e compreendeu.

A mala de Hana

Hanna vivia na Checoslováquia com seu pai Karel,sua mãe Marketa e seu irmão George.Eles eram diferente das outras pessoas que moravam lá,eles eram judeus.E a liberdade de George e Hanna acabou com a entrada das tropas de Hitler na Checoslováquia.Só saiam de casa em determinados horários,tinham que usar uma estrela em tecido amarelo escrita Jude nas roupas ,não podiam mais brincar na rua,nem ir ao cinema.Seus pais foram presos pela Gestapo e logo em seguida as crianças foram deportadas para um antigo quartel militar em Theresienstadt.Dia 23 de outubro de 1944,Hana foi para Auschwitz depois de viver 2 anos em Theresienstadt.Enquanto George já tinha sido deportado para Auschwitz.Em janeiro de 1945,George foi libertado,estava com 17 anos,e não via Hanna desde que foram para Auschwitz.Procurou por Hana durante meses,até que um dia uma amiga de Hanna o reconheceu na rua e deu a triste notícia de que Hanna tinha morrido na câmara de gás em Auschwitz um dia depois de ter chegado.O mundo ficou sabendo da história de Hanna,graças a uma japonesa,Fumiko Ishioka que queria mostrar aos seus alunos o que foi o Holocausto.Então ela recebeu uma mala castanha com o nome Hanna Brady  para colocar em sua exposição.Fumiko não descansou até saber mais da história de Hana ,então soube que George ainda estava vivo e morava no Canadá,foi atrás dele descobrir a história de Hanna Brady.

Peter Pan



Senhora Holle

Uma mulher tinha duas filhas. Uma era linda e trabalhadeira, a outra era feia e preguiçosa. Mas ela gostava muito mais da feia, porque era filha dela de verdade, 
e a outra era uma espécie de criada da casa, que tinha que fazer todo o trabalho. 
Todo dia a coitadinha tinha que se sentar perto de um poço, à beira da estrada, e fiar até que seus dedos sangrassem. 
Acontece que um dia o fuso escorregou da mão dela e caiu no fundo do poço. Ela desatou a chorar, e foi correndo para casa, contar à madrasta o que tinha acontecido. A madrasta não teve pena nenhuma e ralhou muito com ela: 
- Você deixou cair lá dentro! – gritou ela – Então pode muito bem ir buscar… 
A pobre moça voltou para junto do poço e não sabia o que fazer. No fim, estava tão assustada que acabou pulando lá dentro, para ver se conseguia pegar o fuso de novo. Mas acontece que então ela desmaiou e, quando acordou, estava numa linda campina, onde brilhava o sol e havia milhares de flores lindíssimas. 
A moça começou então a caminhar pela campina e daí a pouco chegou junto ao forno de um padeiro. Estava cheio de pão, e o pão começou a gritar: 
- Me tire daqui! Me tire daqui! Se não, eu vou queimar todinho… Já estou pronto há um tempão. 
Então a moça encontrou uma pá de padeiro e tirou todos os pães lá de dentro, um por um. 
Depois, continuou andando. Daí a pouco chegou a uma árvore carregadinha de maçãs. A árvore começou a gritar: 
- Me sacuda! Me sacuda! Todas as minhas maçãs já estão maduras… 
Então ela sacudiu a árvore e as maçãs foram caindo como se fossem uma chuva, até que não sobrou nenhuma. A moça empilhou as frutas todas e depois seguiu seu caminho. 
Finalmente, chegou a uma casinha. Tinha uma velha espiando lá de dentro pela janela. Os dentes dela eram tão grandes que a moça ficou com medo e saiu correndo. Mas a velha gritou: 
– Está com medo de que, minha filha? Fique comigo. Se você me ajudar no serviço da casa, e trabalhar direitinho, garanto que não vai se arrepender. É só você ter cuidado, fazer minha cama bem feita e sacudir a coberta até que as penas voem, porque então vai chover na terra. Eu sou a senhora Holle. 
A velha falava de um jeito tão carinhoso que a moça se comoveu e concordou em trabalhar para ela. E fazia o trabalho direitinho. A senhora HolIe ficou muito satisfeita com ela, que sempre batia a cama e sacudia as cobertas com tanta força que as penas saíam voando como se fossem flocos de neve. Em troca, levava uma boa vida, nunca brigava com ela, e tinha carne cozida ou assada para comer todo dia. 
Depois de estar trabalhando com a senhora HoIle há algum tempo, entretanto, a moça foi começando a ficar triste. Primeiro, ela não sabia bem o que era, mas depois foi descobrindo que era saudade. Apesar de estar agora mil vezes melhor do que em casa, ela queria voltar. Por isso, acabou dizendo à senhora Holle: 
- Estou com saudades de casa. Sei que estou muito bem aqui embaixo, mas não estou agüentando mais. Tenho que voltar para junto da minha família. A senhora Holle respondeu: 
- Acho que é uma coisa boa que você tenha saudades de casa, e fico contente com isso. Mas como você me serviu tão lealmente, eu mesma vou levá-la. 
Dizendo isso, pegou a moça pela mão e levou-a até uma grande porta. A porta se abriu e, bem na hora em que a moça estava passando por ela, começou a chover ouro lá do alto, e ficava grudado nela. Num instante ela estava coberta de ouro da cabeça aos pés. 
- É a sua recompensa por ter trabalhado tão bem – disse a senhora HolIe. E deu a ela o fuso que tinha caído lá em baixo, no fundo do poço. Em seguida, a porta se fechou e a moça estava outra vez no mundo, perto da sua da mãe. 
Quando ela entrou no quintal, o galo, que estava em pé na beirada do poço, começou a cantar: 

Coco rocó… 
Lá vem nossa menina 
Coberta de ouro em pó… 

Aí ela entrou em casa, e a mãe e a irmã ficaram falando sem parar, porque ela estava coberta de ouro. 
A moça contou a elas tudo o que tinha acontecido. Quando a mãe ouviu a história de como é que ela tinha encontrado aquela riqueza toda, quis que a filha feia 
e preguiçosa tivesse a mesma boa fortuna. Então disse a ela que se sentasse ao poço e começasse a fiar. Para que o fuso ficasse cheio de sangue, ela meteu a mão numa moita de espinheiro e espetou o dedo. Depois, jogou o fuso no fundo do poço e pulou atrás dele. 
Acordou na mesma campina bonita que a irmã, e saiu caminhando pelo caminho. Quando chegou ao forno o pão gritou outra vez: 
- Me tire daqui! Me tire daqui! Se não, vou queimar todinho… Já estou pronto há um tempão. Mas a preguiçosa respondeu: 
- Eu, hein? Está pensando que eu quero ficar toda suja? 
E seguiu em frente. Daí a pouco chegou junto da velha macieira, que gritou: 
- Me sacuda! Me sacuda! Todas as minhas maçãs já estão maduras… 
Mas ela respondeu: 
- Não faltava mais nada! Já imaginou se uma de suas maçãs cair na minha cabeça?E seguiu em frente. 
Quando chegou à casa da senhora HolIe, ela não teve medo nenhum, porque sabia que ela tinha aqueles dentes enormes. No mesmo instante, concordou em trabalhar para ela. 
No primeiro dia, se esforçou para trabalhar bastante, e fazer tudo o que a senhora Holle tinha mandado, porque só estava de olho no dinheirão que ia ganhar. Mas no segundo dia ela começou a afrouxar, e no terceiro foi pior ainda. porque ela não queria nem se levantar cedinho de manhã. E não fez a cama da senhora Holle direitinho, nem sacudiu a coberta até que as penas voassem. Num instante a senhora Holle se cansou do desmazelo dela e a mandou embora. 
A moça ficou muito contente, porque achou que finalmente tinha chegado a hora da chuva de ouro. E, realmente, a senhora Holle a levou até a porta. Mas 
na hora em que estava passando pela porta, não foi ouro o que choveu sobre ela. O que se derramou foi um caldeirão, cheinho de piche. 
- É a recompensa pelo seu trabalho – disse a senhora Holle, fechando a porta. A preguiçosa voltou para casa, toda coberta de piche. Quando o galo na beirada do poço a viu, começou a cantar: 

Coco rocó… 
Lá vem nossa menina 
E é uma sujeira só… 

O piche não saiu de jeito nenhum e ficou grudado nela pelo resto da vida.